Síndrome do Estresse Tibial Medial – a tal da “Canelite”

Você que é corredor ou já teve ou conhece alguém que teve ou tem. A Síndrome do Estresse Tibial Medial (SEMT), Periostite Medial da Tíbia ou mais popularmente conhecida como canelite é uma lesão que acomete cerca de 14% dos corredores e é caracterizada por uma dor intensa na face interna e posterior do terço médio-distal da perna. Sua etiologia definitiva é desconhecida, porém as evidências apontam que seu surgimento está relacionado ao atrito ou sobrecarga na borda pósteromedial da tíbia, que gera uma periostite (inflamação da membrana que recobre o osso, chamada de periósteo) desencadeando o quadro álgico.

A SEMT esta relacionada ao impacto repetitivo, que gera microtraumas na região. É comum em corredores e também pode estar presente em esportes que envolvam saltos, pousos e decolagens em superfícies rígidas. A apresentação clínica é muito parecida com a fratura por estresse, sendo a diferenciação determinada por exames complementares como ressonância magnética, cintilografia óssea ou tomografia computadorizada. Na verdade muitas vezes a fratura por estresse é resultado de uma canelite não tratada.

 

O tratamento normalmente engloba a modificação da atividade específica por outra de menor impacto, como a natação ou ciclismo; crioterapia (gelo) e estimulação elétrica; exercícios de alongamento e fortalecimento para os músculos da região; uso de antiinflamatórios e analgésicos e por fim o retorno gradativo à atividade.

 

Existem diversas causas para a SEMT, indo desde questões genéticas ou estruturais até questões de descuido com a prática de exercícios. Para que você não precise se preocupar mais com a SEMT, separamos algumas dicas práticas das possíveis causas e como preveni-las. Verifique se você se enquadra em alguma delas e se for o caso, inicie já a prevenção.

CAUSAS E PREVENÇÃO DA SEMT

  • Erros de treinamento: ocorrem pelo aumento excessivo no volume e/ou intensidade de treinamento, como também treinamento sem orientação de um profissional de educação física.
  • Muscular: A fraqueza dos músculos dos MMII, como também a falta de alongamento do complexo gastrocnêmio-sóleo-tibiais contribuem para o surgimento da lesão.
  • Pisos duros: Pisos duros e compactados como concreto e asfalto devem ser evitados, dê preferência a grama ou pisos de terra, evite também terrenos acidentados.
  • Estrutural: Hiperpronação ou Hipersupinação da articulação subtalar.
  • Tênis inadequado: Procure utilizar um tênis adequado para o seu ttipo de pisada (algumas lojas especializadas já fazem o teste), vale lembrar que os movimentos de pronação e supinação são movimentos fisiológicos da articulação subtalar. Esses movimentos servem para dissipar as forças de reação do solo durante a marcha, como também para proporcionar que o pé funcione como uma plataforma estável, a partir da qual será iniciado o movimento de propulsão. Durante a corrida, a magnitude dessas forças estará aumentada, portanto um tênis adequado ao seu tipo de pisada, como também um bom sistema de amortecimento é fundamental.

 

Não deixe a canelite atrapalhar sua corrida. Cuide-se e mantenha-se ativo.

Bons treinos.

Professor Jhomyr Dias Modesto

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