O Treinamento de Corrida e as Valências Físicas: a Flexibilidade

Olá querido atleta. Estamos aqui mais uma vez pra bater aquele papo esperto sobre o treinamento de corrida e as valências físicas e o tema de hoje vem carregado de dúvidas. Vamos falar sobre a flexibilidade e também sobre o alongamento e eu sei que muitos ao lerem isso já deram uma torcida no nariz. Mas acalme-se, vamos esclarecer tudo nos mínimos detalhes.

 

Para começo de conversa vamos definir os termos deixando bem claro que flexibilidade e alongamento NÃO são a mesma coisa. A flexibilidade é a capacidade individual de movimentação das estruturas que compõem os tecidos moles (músculo, tendão e tecido conjuntivo) em sua maior amplitude possível. Ela pode ser dividida em ativa ou passiva. A Flexibilidade Ativa é a maior amplitude de movimento exercida pelo indivíduo e ocorre pela contração dos músculos agonistas e relaxamento dos antagonistas simultaneamente; já a Flexibilidade Passiva é a maior amplitude de movimento tangível ao indivíduo sob a ação de forças externas.

O alongamento, por sua vez, é uma das ferramentas que utilizamos para manter ou melhorar a flexibilidade.

 

Definições feitas, vamos então entender um pouco mais sobre essa questão dos movimentos. O movimento humano decorre da perfeita sincronização entre contração e relaxamento muscular. Basicamente, todas as nossas estruturas articulares estão conectadas a grupos de músculos que possuem ações opostas entre si. Isso significa que para haver movimento, é necessário que um lado “puxe” enquanto o outro “solte”. Por exemplo, para flexionarmos o antebraço é necessário que ocorra simultaneamente a contração do bíceps (músculo agonista que está “puxando”) e relaxamento do tríceps (músculo antagonista que está “soltando”). Se ambos os músculos se contraírem, não há movimento, pois um anula a ação do outro. Pois bem, para que esse sistema possa funcionar corretamente, é necessário que o conjunto agonista/antagonista esteja em equilíbrio, caso contrário um dos dois lados será prejudicado.

 

Se considerarmos o que acabamos de aprender fica fácil entender que quando um músculo se encontra enrijecido ou encurtado, ele causa um desequilíbrio nesse conjunto e conseqüentemente  passa a atrapalhar o desempenho do músculo oposto, obrigando-o a ter que fazer mais força, gastar mais energia e ficar sobrecarregado. Pois bem, é aqui que entra a importância da flexibilidade.

 

Ter níveis elevados de flexibilidade não nos permite apenas realizar movimentos belos, plásticos e com grande amplitude, mas é essencial para o bom funcionamento dos nossos conjuntos musculares. Músculos flexíveis se recuperam mais rapidamente, se lesionam com menor incidência, aumentam o desempenho esportivo e garantem maior tempo de prática.

Infelizmente muitos atletas negligenciam o trabalho de flexibilidade. Ah, ponto importante! Um trabalho de alongamento é diferente de um trabalho de flexibilidade! O trabalho de alongamento realizado pós-treino deve ser suficiente para garantir o relaxamento da musculatura, a manutenção do movimento e propiciar uma recuperação mais rápida e eficaz. Este trabalho deve ser feito sem ultrapassar o limiar da dor e de maneira controlada para que não cause lesões por estiramento excessivo.  Já o trabalho de flexibilidade engloba todas as estruturas citadas lá no início e aqui sim os movimentos são feitos indo além do limiar da dor, de maneira progressiva e controlada objetivando aumentar os níveis de flexibilidade. Vale ressaltar que sessões de flexibilidade são melhor aproveitadas quando realizadas fora do treino convencional, pois demandam tempo, geram desgaste muscular e necessitam de um período adequado de recuperação.

 

Como deu pra ver, ser flexível é importante. Então algumas dicas para você colocar em prática o que aprendeu aqui:

 

– Evite encerrar seu treino sem separar alguns minutos para se alongar;

– Se você já possui um encurtamento muscular conhecido, faça um alongamento curto específico antes do início do seu treino;

– Não é porque você é corredor que só deve alongar os membros inferiores. O corpo trabalha como um todo, então, alongue-se por inteiro;

– Procure realizar entre uma a duas sessões semanais específicas para trabalhar sua flexibilidade. Método Pilates, RPG, SGA ou treinos de flexibilidade são algumas das opções;

– Ouça seu corpo. Se você sente que está meio travado e que o treino não está rendendo, dê um tempo à ele. Descanse, alongue-se e recupere-se;

 

Aplicando estas dicas você perceberá como seu corpo irá responder de maneira mais eficiente e trabalhará de forma mais harmoniosa.

 

Agora é com você! Saia da teoria e leve pra prática!

 

Por hoje é isso pessoal. Bons treinos e até a próxima.

 

Abraços

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