O Treinamento de Corrida e as Valências Física – Resistência

E aí atleta? Tudo na paz? Final de ano ta aí, as férias estão se aproximando e o merecido descanso depois de um ano todo de dedicação está chegando. Mas não exagere hein, não vai jogar fora aquilo que você conquistou de maneira suada durante todos os meses anteriores ok?

Bom, já que você está treinando menos então sobra mais tempo pra se informar, certo?! Sendo assim, vamos conversar sobre o tema da vez. E hoje iremos falar sobre algo bem presente na vida dos corredores: a resistência.

De forma geral, faz parte do conhecimento comum que corrida e resistência têm tudo a ver. Mas muitos se confundem sobre que tipo de resistência, como treiná-la e como ela se aplica na corrida. O texto de hoje vai nos ajudar a tirar algumas destas dúvidas.

Vamos começar pela definição. A resistência é o componente físico que nos permite sustentar um esforço durante o maior tempo possível, com um grau elevado de eficácia e adiando ao máximo a aparição da fadiga. Cada movimento ou atividade requer uma forma diferente de resistir, por isso podemos dizer que existem diferentes tipos de resistências: a resistência aeróbia, a resistência anaeróbia e a resistência muscular localizada. Vamos a cada uma delas.

A resistência aeróbia é a capacidade que o indivíduo tem para realizar um esforço de intensidade média (65% a 80% do esforço máximo) e durante o tempo mais longo possível tendo como principal fonte energética para a realização o metabolismo oxidativo. Qualquer esforço repercute em nosso organismo, e a resistência aeróbica produz efeitos que nos ajudam a superar os esforços de maneira favorável. Entre outros, melhora a capacidade cardíaca, aumenta o volume sanguíneo ejetado do coração a cada sístole, diminui a freqüência de pulsações cardíacas, coloca em funcionamento maior número de capilares quando o músculo está em movimento; aumenta a velocidade com que o corpo se recupera entre séries do mesmo treino e entre treinos.

Já a resistência anaeróbia inclui os esforços de curta duração, e de grande intensidade (acima de 80% do esforço máximo). Saltos, lançamentos, tiros de velocidade, corridas estacionárias são alguns exemplos. Estes esforços são tão intensos, que rapidamente provocam débito de oxigênio durante e o corpo precisa de outra forma para produzir energia de maneira rápida. Este processo de obtenção de energia divide a resistência anaeróbia em:

  • Resistência Anaeróbia Lática: É a realizada com esforços intensos e com duração de 30 segundos ou mais, onde a processo de quebra da glicose ocorre sem a presença do oxigênio e o músculo se sobrecarrega de lactato.
  • Resistência Anaeróbica Alática: Aqui não há produção de lactato O tempo de esforço é tão curto (menor que 30 segundos) e o esforço tão intenso que não há tempo para que o mesmo se acumule.

Treinos anaeróbios permitem ao organismo aumentar as reservas alcalinas; suportar o acúmulo do lactato; aumentar o calibre das paredes do coração; melhorar a capacidade psicológica de resistência à fadiga; aperfeiçoar os mecanismos fisiológicos de compensação; melhorar as possibilidades para o atleta variar de ritmo durante as performances.

A resistência muscular localizada (RML), por sua vez, ocorre quando aplicamos os conceitos acima em um músculo ou grupo muscular específico, e conseqüentemente, realizamos o esforço em um único local. Este tipo de treino nos auxilia na melhora do trabalho das fibras musculares tipo 1; na adaptação dos músculos e tendões a esforços contínuos e sobrecargas específicas; no aumento da capacidade de resistência à fadiga do músculo/grupo muscular trabalhado.

Como deu pra ver, diferentes situações requerem diferentes respostas. Então como saber que tipo de treino fazer? A periodização do treinamento entende que somar os benefícios dos diferentes tipos de treino é uma forma inteligente de melhorar a capacidade do atleta. Isso quer dizer que você deve fazer treinos aeróbios, treinos anaeróbios e treinos de RML.

Treinos contínuos de longa duração e baixa intensidade, treinos ao estilo fartlek e treinos funcionais em circuito são exemplos de treinos de resistência aeróbia. Treinos de velocidade (tiros ou sprints), treinos educativos ou treinos funcionais de séries por tempo são exemplos de seções anaeróbias. Já treinos de movimentos específicos, como saltos, agachamentos, isometria são modos de trabalhos de RML.

O importante é variar e aproveitar os benefícios de cada um. Converse com seu treinador e encaixe em sua rotina de treinos atividades que contemplem os diferentes tipos de treino. Assim sua resistência irá melhorar e sua corrida te levará cada vez mais longe.

Por hoje é isso. Aproveite as férias e até a próxima.

Jhomyr Dias Modesto

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