Fique por dentro da sua Frequência Cardíaca!

Quero conversar com você sobre a famosa Frequência Cardíaca (FC), uma das formas de monitoramento e controle de intensidade durante a realização de exercícios. Num passado não tão distante do treinamento desportivo ela era tomada como uma verdade quase inquestionável dentre os profissionais da área da educação física e seus praticantes (alunos, atletas). Como o mundo sempre está em constante evolução, atualmente muito pergunta-se sobre o método, e nesse texto você irá encontrar algumas repostas sobre esse tema tão conhecido, utilizado e questionado na área do controle de cargas de treinamento.

Antes de entrarmos diretamente nos aspectos da FC, é necessário entendermos um pouco de como funciona o nosso sistema de bombeamento do coração e suas manobras durante o exercício. O coração é composto por diversas partes dentre elas se destacam, a artéria coronária (no qual tem a função de nutrir os músculos cardíacos, através do fluxo de sangue), ventrículos, átrios, aorta, artéria pulmonar, veia cava e válvulas (que impedem que o sangue volte de onde veio, átrio/ventrículo).

Entendendo algumas partes do coração vamos a alguns pontos que são mudados durante o exercício físico, dentre deles a taxa de reserva de sangue no coração, quanto maior a intensidade da atividade menor será essa taxa, pois o coração está tentando dar continuidade a execução e consequentemente irá aumentar o volume de ejeção (VE) sanguínea (Débito Cardíaco /DC). Podemos aumentar esse DC através da elevação da FC, ou maior VE ou ambos (FC + VE). Toda e qualquer alteração na FC irá fazer com o que o coração sofra alterações e se adapte ao estímulo proposto.

Ainda temos diversos outros fatores a serem mencionados no aspecto cardiovascular para entendermos mais a utilização da FC, como alterações na pressão arterial (PA), diferenças cardiovasculares entre homens e mulheres (cavidade ventricular, quantidade de sangue, etc), adaptações ao treinamento de endurance (pessoas mais condicionadas, tem um maior bombeamento, melhor distribuição do sangue com um menor batimento, remodelamento dos ventrículos e artérias, dentre outros), adaptações ao treinamento com pesos (parede ventricular mais espessa, maior carga de pressão sanguínea, etc).

FATORES QUE INFLUENCIAM A FC

Entendendo um pouco mais como funciona nosso sistema cardiovascular e suas alterações e especificidades, podemos abordar os aspectos que influenciam a FC dentro do seu treino.

– Variações Diárias: nossa FC pode variar de 2 a 4bpm durante as 24h, por isso criaram-se zonas de treinamento a partir da FC,  e para minimizar essa variação prescreve-se dessa forma.

–  Temperatura ambiento: nosso corpo é altamente modificável com temperaturas, podendo aumentar em até 10bpm no calor.

– Desidratação e estresse térmico: esses fatores podem influenciar diretamente no controle de intensidade a partir da FC (em até 7,5%).

– Sexo, faixas etárias: temos diferenças fisiológicas entre os corpos e elas podem influenciar na prescrição do exercício pela FC.

PONTOS POSITIVOS DA FC

– FC e V02máx (consumo máximo de O2) possuem uma relação linear em varias intensidades.

–  É de fácil monitoramento, precisando apenas de um frequencímetro;

– Consegue-se traçar zonas de treinamentos próximas aos limiares  1 e 2.

Enfim, no texto de hoje a intenção era abordar um pouco mais a fundo esse tema da FC, mas ainda sem comentar aspectos de prescrição de treinos a partir dela, como fórmulas e valores específicos, tema para uma outra hora texto. Esse controle da carga de treinamento é de extrema importância (seja ele qual for, min/km, tempo, FC, zonas de treinamento, limiares) e sempre deve estar sendo reavaliado para definição de novos valores pois nosso corpo sempre está evoluindo.

Simbora treinar!

Nilson Rodrigo de J. da Rocha

CREF – 026522 – G/PR

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