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Relato enviado por: Administrador -

Seja bem-vindo novamente querido atleta e amante do esporte. Hoje continuaremos a abordar um pouco mais sobre o kettlebell. No texto anterior vimos um pouco sobre sua história e hoje vamos falar sobre seus princípios, benefícios e mecânica.

O treinamento com kettlebell tem se fundido porque se baseia em cinco princípios:

  • Apresenta uma técnica simples e eficiente – os movimentos são rapidamente aprendidos e envolvem vários grupos musculares em sua execução;
  • Oferece baixíssimo risco de lesão – trabalha o fortalecimento de todos os eixos corporais e de forma gradativa;
  • Pode ser praticado individualmente ou em grupo – o treinamento pode ser feito em qualquer lugar, não necessitando de um ambiente específico e permite a participação de um grande número de indivíduos ao mesmo tempo;
  • É indicado para todo tipo de indivíduo – não há restrições para a prática e as individualidades são respeitadas;
  • Trata-se de um equipamento simples, durável e econômico – com uma única peça podem ser executados inúmeros tipos de trabalho físico.

 

O kettlebell desenvolve uma série de capacidades físicas além de trazer muitos benefícios. O principal objetivo é ter um corpo funcional e equilibrado, tanto para o esporte como para as atividades cotidianas e recreativas. Um trabalho com kettlebells favorece melhoras na força e resistência muscular, potência, condicionamento aeróbico, gasto calórico, flexibildiade, mobilidade, funcionalidade, tempo de reação, equilíbrio, coordenação e é um grande aliado na prevenção e reabilitação de lesões.

 

Mas como isso tudo funciona?

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O segredo está na biomecânica do kettlebell. O primeiro ponto a ser considerado é a alça em formato de “U”. Esse formato diferenciado permite a realização de movimentos únicos e com mudanças de posição em relação as mãos, que por sua vez desafia o equilíbrio e a estabilidade do praticante. Além disso, permite que o controle da inércia ocorra de maneira singular.

O segundo ponto é que o centro de gravidade (CG) da peça está fora das mãos. Essa extensão do CG aumenta a alavanca do movimento, que por sua vez gera sobrecargas maiores quando movimentamos o kettlebell, situação essa bem diferente das habituais. Além disso, também há aumento da força centrífuga e da inércia rotacional, que ao serem sentidas pelo corpo, exigem do mesmo o trabalho para compensar e controlar essas alterações.

O terceiro ponto é que o kettlebell trabalha com ênfase no movimento integrado do corpo. Aqui o importante é integrar os diferentes grupos musculares e assim desenvolver todas as cadeias cinéticas. Dessa forma, ganha-se pelo fortalecimento integral da estrutura corporal, diminuindo a chance de existência de um elo fraco.

 

Quando unimos todos estes pontos entendemos também que o trabalho com kettlebells é ótimo para prevenir lesões. Sabe-se que as maiorias das lesões ocorrem na fase de esaceleração (fase excêntrica) do movimento. No trabalho com kettlebells estimulamos o corpo a reagir à estas situações. Primeiramente desenvolve-se estabilidade do tronco e controle do movimento de flexão/extensão do quadril sob ação da inércia. Também trabalha-se com a capacidade de responder rápida, consciente e controladamente à desaceleração do movimento, distribuindo a sobrecarga por todo o sistema. Dessa forma desenvolve-se um mecanismo ágil e eficiente na dissipação dessas forças, que em outra situação levariam a uma possível lesão.

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Em resumo, o kettlebell é uma ferramenta muito versátil de fortalecimento, condicionamento e prevenção.

Se você ainda não experimentou, experimente. Você só tem a ganhar. Mas lembre-se: sempre faça sob supervisão de um profisisonal!

 

Por hoje vamos ficando por aqui. Ainda tem muito conteúdo para conversarmos então não perca as próximas publicações.

 

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